Quarta-feira, 28 de Maio de 2008
Zumbi (A felicidade guerreira)
Waly Salomão e Gilberto Gil
Zumbi, comandante guerreiro
Ogunhê, ferreiro-mor capitão
Da capitania da minha cabeça
Mandai a alforria pro meu coração
Minha espada espalha o sol da guerra
Rompe mato, varre céus e terra
A felicidade do negro é uma felicidade guerreira
Do maracatu, do maculelê e do moleque bamba
Minha espada espalha o sol da guerra
Meu quilombo incandescendo a serra
Tal e qual o leque, o sapateado do mestre-escola de samba
Tombo-de-ladeira, rabo-de-arraia, fogo-de-liamba
Em cada estalo, em todo estopim, no pó do motim
Em cada intervalo da guerra sem fim
Eu canto, eu canto, eu canto, eu canto, eu canto, eu canto assim:
A felicidade do negro é uma felicidade guerreira!
A felicidade do negro é uma felicidade guerreira!
A felicidade do negro é uma felicidade guerreira!
Brasil, meu Brasil brasileiro
Meu grande terreiro, meu berço e nação
Zumbi protetor, guardião padroeiro
Mandai a alforria pro meu coração

.
Terça-feira, 27 de Maio de 2008
Quinta-feira, 22 de Maio de 2008

| |
| O tesouro musical de Rubi O violão de aço se junta ao de náilon e os dois, dedilhando acordes, aguardam Rubi perguntar cantando os versos de “De Onde Vem a Calma” (Marcelo Camelo): “De onde vem a calma daquele cara?” Pronto! Começou Paisagem Humana (selo Sete Sóis, em parceria com a gravadora Eldorado, com apoio da Petrobras), álbum que em tudo resplandece simplicidade. Nele, tudo é perfeita sincronia entre a musica brasileira contemporânea e a poética do mundo, e lá todas se ajeitam e se aninham. “Minha pátria é minha língua.” Nossa sorte é não ouvir nada à meia-língua nos sons do Brasil. Língua/música inteira e bela, inculta e tagarela. Se Camelo dá seu dom a primeira faixa, todas as outras que se seguem trazem impressas a fogo a marca de talentos que fazem da música brasileira a diversificação em forma de notas e acordes; de poesia e ritmo. Rubi não se presta a excessos, nem a futilidades. Vai ao ponto, ao centro da mosca que se deixa atingir docilmente. O charme do cantor é eficaz para cortejar e lançar olhares sensuais em direção às canções escolhidas, que bem merecem o tratamento irresistível que lhes dá a voz inclassificável que só ele tem. Junto a outros, como Estevan Sinkovitz, Caio Andrade, Luciano Barros, Luiz Gayotto, Rovilson Paschoal, Chandra Lacombe e Kléber Albuquerque, Rubi se faz criador de nuances instrumentais. E sobre esses arranjos, cheios de força, ele ajunta cada sílaba e as revela em interpretações de canto cheio de magia e de feitiço. E a palavra se solta em meio à vida aberta. E a voz recria o ofício. E a garganta se faz profunda, intrigante. E as cordas vocais vibram febris, instigantes. A fera tem porte indócil. Garras de felino. Corpo de homem. Alma doída de menino; moço doido, leviano. Coração dilacerado. Sensibilidade ensandecida. Boca entreaberta. Pernas no mundo. Pés descalços. Braços sem músculos. Dedos de prender, mãos de soltar, unhas de coçar, lágrimas de escorrer. Fortaleza de sentir. Peito de escancarar. Dentes de morder, lábios de beijar. A dor da morte. A festa da vida. A voz de Rubi é doce quando quer, suave quando carece e forte se assim necessitar. Grave por vezes, aguda quase sempre. Inusitada, especial, sempre. Bela e afinada voz tem Rubi – assim é, faz dela o que quer. Brincar de gato e sapato com ela é o modo que tem de revelar seu mundo, de transbordar sua afeição à vida, de sentir prazer por ter gente querida ao redor. A força do trabalho está no acerto dos arranjos que permitem que Rubi venha da voz apenas – densamente protegida por guitarra, contrabaixo, percussão, violões de aço, de náilon e de sete cordas e bandolim. Marcante também em Rubi é seu vasto horizonte a descortinar músicas que lhes cabem na voz feito luva macia: “Santana” (João Carlos e Júnio Barreto); “Gira de Menino” (Ceumar e Sérgio Pererê); “A Ilusão da Casa” (Vitor Ramil); “Parede-meia” (Kleber Albuquerque); “Inverno” (José Miguel Wisnik); “Cabimento” (Kléber Albuquerque e Cláudia D’Oreyl); “ Você Me Chamou de Nego” (Gasolina); “Fica Comigo Esta Noite” (Adelino Moreira e Nelson Gonçalves); “Infinito” (Gero Camilo); “Dia de Estrelas” (Kléber Albuquerque e Élio Camalte); “Mar interior” (Maria Tereza); “Ai” (Kléber Albuquerque e Tata Fernandes); “Tudo de Novo” (Roseli Martins); “Eleva dor” (André Abujamra); “Pra Eu Parar de Me Doer” (Milton Nascimento e Fernando Brant); “Por Tudo Que For” (Lobão e Ricardo Vilhena). A música cantada e arranjada por Rubi e seus parceiros traz belas paisagens, letras, imagens e ritmos fortes, levadas de desabotoar os botões da roupa, desfazer as tranças, despentear o topete... A saudade pode matar a gente, morena. Mas da vida só se pressente o verso sem reverso, da chuva só se sabe a poça, do tempo só se sente o passo rápido, da morte só se nota o passo ávido em chegar, em pegar, arrastar, atazanar. Mas a vida vive de parecer que não se mexe. Dissimulada, faz valer seu jeito arredio de ser, tentando provar que não é o que quer ser. Como a vida, música espanta, mostra a cor.. Rubi. |
HOMENAGEM DA CIDADE A NELSON TRIUNFO
E AO MOVIMENTO HIP HOP
No dia 06 de junho, sexta-feira, às 18hs a Câmara Municipal de São Paulo irá conceder o Título de Cidadão Paulistano a Nelson Triunfo, pioneiro do Movimento Hip Hop.
Esse tipo de homenagem costuma ser conferido a pessoas nascidas fora de São Paulo, mas que contribuíram de forma especial para a cidade, na construção de sua história e na melhoria da vida de seu povo.
A iniciativa é do Vereador Chico Macena, mas é uma forma da cidade agradecer a Nelson e ao Movimento Hip Hop pelo enriquecimento de sua cultura e identidade, reconhecendo oficialmente a importância do primeiro e de tantos, na dança e na música, bem como na educação e na inclusão sócio-cultural de milhares de jovens.
A cerimônia, que acontecerá no Plenário e será aberta ao público, contará com a presença de autoridades e de personalidades do Movimento Hip Hop e da Cultura Black nacional.
A Câmara Municipal fica no Viaduto Jacareí, 100 (atrás da Praça das Bandeiras).
VALEU NELSÃO SÓ TRIUNFO
.
Terça-feira, 13 de Maio de 2008
O som do Brasil em alto estilo
A temporada 2008 do Som Brasil segue no dia 30 de Maio, depois do Programa do Jô, com a exibição de Som Brasil – Gonzagão.
Nesta segunda edição, o programa apresentado por Letícia Sabatella tem como convidados Elba Ramalho; Rubi, cantor revelação na cena paulistana atual; Marina Elali, jovem intérprete cuja carreira está em plena decolagem; Cabroeira, grupo paraibano que segue carreira internacional; e o rapper fluminense Black Alien. Eles relembram sucessos como Asa Branca, Baião, Juazeiro, Vida de Viajante, Respeita Januário, Assum Preto, Luar do Sertão, Qui nem Jiló, Xote das Meninas, Sabiá, Pau de Arara, Dezessete e Setecentos, Paraíba e Vozes da Sêca.
Luiz Gonzaga do Nascimento, mais conhecido como “o rei do baião”, nasceu em 1912 em uma fazenda no interior de Pernambuco. Ainda na infância, passou a se apresentar em bailes, forrós e feiras acompanhando seu pai, com quem aprendeu a tocar acordeão. Autêntico representante da cultura nordestina, manteve-se fiel às suas origens mesmo seguindo carreira musical no sul do Brasil.
Aos 18 anos, ingressou no exército e durante nove anos viajou por vários estados como soldado até 1939, quando deu baixa do exercício militar, decidido a se dedicar à música. Em 1945, nascia Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, o Gonzaguinha, fruto de uma relação com uma integrante da banda. Em 1948, casou-se com a pernambucana Helena Cavalcanti, com quem viveu junto até a morte dela.
Seu repertório apresentou sucesso à medida que difundia pelo Brasil o baião, gênero musical que o consagrou. Com Humberto Teixeira, compôs No Meu Pé de Serra e Respeita Januário, até chegar à canção mais emblemática de sua carreira, Asa Branca. Ao lado de outro grande parceiro, José Dantas, alcançou seu auge com Assum Preto, Vozes da Seca e A Vida do Viajante.
Sofrendo de osteoporose, Gonzagão faleceu em Recife em 1989. Sua carreira é lembrada pelas dezenas de músicas que compôs ao lado de grandes intérpretes e seu estilo único de música nordestina é homenageado até hoje por todo o Brasil.

Segunda-feira, 12 de Maio de 2008
A Televisão brasileira não é preto e branco!
Começa amanhã (12/05) e vai até o dia 18 a 2ª edição do Projeto Tem
Preto na Tela, no Quilombo da Xambá, uma ação realizada pelo Grupo Bongar.
E no dia 24 de maio o projeto aporta no Ibura. Tem Preto na Tela vem
promover, abordar e criar mais um canal criativo e crítico do que está
sendo produzido e veiculado nos meios de comunicação. A iniciativa tem
como objetivo fazer um raio-X da posição dos negros e negras na mídia,
para apontar caminhos reparatórios e democráticos que ajudem o Brasil a
se enxergar nos meios de comunicação tornando-os uma ferramenta a favor
da sociedade, não de uma minoria.
Participe das discussões, rodas de diálogos, palestras e apresentações
culturais. E entenda porque “a televisão brasileira não é preto e
branco!”.
Aberto ao público
Coordenação geral: Marileide Alves e Guitinho da Xambá
Confira a programação!
Marileide Alves
(81) 9927.6258
www.bongar.com.br
www.xamba.com.br
http://bongar.zip.net
bongar@uol.com.br
axé
.
Domingo, 11 de Maio de 2008
no
dia
das
mães
não
levei
flores
tirei
um
cravo
.